Tres poemas

 

Nota del editor: Estamos felices de presentar estos poemas de Salgado Maranhão, inspirados en obras del pintor estadounidense Will Barnet, junto con las pinturas a cuales refieren. Todas pinturas ©Will Barnet Foundation, cortesía del Alexandre Gallery, New York.

 

Janus and the White Vertebra, 1955, ©Will Barnet Foundation.

 

Sob o olhar de Will Barnet                    
(Janus and the White Vertebra, 1955)    
            

De algum lugar
vêm as cores
que se espalham
               pelos vertebras

e formam coágulos
de luz
         sem que haja luz
por perto.

As formas ganham relevo
feito membros
             que se buscam,

mas, de fato,
                 são só gestos
que se encontram na distância.

São talvez gritos secretos
que não se consegue ouvir,
tal qual nosso próprio ser,
que quanto mais se revela
menos se consegue ver.

 

Dialogue in Green, 1968, ©Will Barnet Foundation.

 

Sob o Olhar de Will Barnet
(Dialogue in Green, 1968)                                               

Estão cerzidos na mesma
carne
da ausência até
quando —presentes—
              se acasalam.

Porque é do couro
da noite
              que se vestem.

(Trata-se de um acervo atávico
onde a culpa não tem
rosto e onde jogam xadrez
com o nada.)

Ah,
se eu pudesse açoitar
seus receios,
                  grifar
suas celulas intímas
no que jamais será dito!

Mas estou cortado
em muitos,
subtraído
à minha própria ausência.

 

Idle Hands, 1935, ©Will Barnet Foundation.

 

Sob o olhar de Will Barnet                 
(Idle Hands, 1935)

Eis um século
             esmagado
entre as cores; eis

um sonho cerzido
a fogo:
         a mão solitária

a malhar as tintas
de um tempo que doi
na sangue.

Houve um raio rasgando
a lei; e houve

uma noite despida
nos olhos do sonhador.

O voo delirante
adoçando a lenda:

abelha afogada
em seu próprio mel.

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Mario Bellatin
Número 13

En nuestro décimotercer número, presentamos a dos figuras innovadoras e inclasificables de las letras latinoamericanas: del presente, el escritor mexicano Mario Bellatin, y del pasado, el escritor chileno Juan Emar. Junto a estos autores, destacamos el teatro latinoamericano por primera vez con un guión de Ramón Griffero y la poesía en lengua nahuatl de Martín Tonalmeyotl, además de entrevistas, reseñas, adelantos exclusivos y más de escritores como Rosario Castellanos, César Aira y Salgado Maranhão.

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